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Tecnologia em Gestão de RH - FAEC

Blog do Curso de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da FAEC

Tecnologia em Gestão de RH - FAEC

Blog do Curso de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da FAEC

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

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         Pessoas com deficiência são aquelas que possuem limitações física, auditiva, visual e mental.

Incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho é muito importante para o desenvolvimento de suas competências e habilidades e são reconhecidos como verdadeiros cidadãos. O trabalho é um dos direitos fundamentais dos seres humanos, além disso, ele traz dignidade para essas pessoas, como também ajuda a incluí-las na sociedade, pois a inclusão é uma das maiores dificuldades para as pessoas com deficiência, assim como a baixa escolaridade e o preconceito.

Com a finalidade de promover a inclusão e também para tentar diminuir o problema que algumas empresas têm em não contratar pessoas com deficiência, foram criadas leis para definir cotas para as empresas com 100 ou mais funcionários, tornando obrigatória a contratação um número determinado de pessoas com deficiência, essa cota ira variar de acordo com a quantidade de funcionários que a empresa contém em seu quadro. Será na seguinte proporção:

Até 200 empregados...........................2%
de 201 a 500 empregados..................3%
de 501 a 1000 empregados................4%
acima de 1001....................................5%

 

        Essa obrigatoriedade atinge a todas as pessoas jurídicas de direito privado como sociedades empresariais, associações, sociedades e fundações, com empregados e nas condições especificadas acima.

          As empresas devem sensibilizar seus empregados no sentido de eliminar preconceito e atitudes que vão contra o direito das pessoas a serem iguais, além de colocar regulamentos internos com o objetivo de coibir qualquer tipo de recriminação e, dessa forma, evitando que os empregados com deficiência sofram com preconceitos pelos colegas e chefes.

 

Daniele Silva C. Assis - Aluna de Tecnologia em Gestão de RH da FAEC

Dia Internacional contra a Discriminação Racial

Nossa obsessão vem da vontade de ocupar os mesmos lugares. Discutir o racismo na sociedade brasileira sempre é um assunto controverso. Para início de conversa, uma parcela significativa da nossa população insiste em dizer que este é um problema que não enfrentamos. Somos miscigenados, multirraciais, coloridos. Como um país assim pode ser racista? Veja como surgiu o Dia Internacional contra a Discriminação Racial e quais as nuances do preconceito racial no Brasil.

Suzana de Souza Santos - Aluna de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da FAEC

 

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Em 2015, ano dos 55 anos do Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, data essa que teve início com o Massacre de Shaperville, quando 69 pessoas foram assassinadas e 169 pessoas acabaram feridas a partir de um protesto da população negra, que saiu sem o passe, no período histórico do apartheid na África do Sul.

E neste ano vimos a secretária da Unesco Irina Bokova, que deixou a seguinte mensagem “As tragédias do passado lançaram luz sobre a coragem e a determinação daqueles que proporcionaram avanços da dignidade humana, lutando contra a opressão até a abolição da escravatura. Essa determinação deve nortear a luta contra as formas modernas de escravidão, opressão e discriminação”.

E numa Resolução da Organização das Nações Unidas, cria-se a Década Internacional de Afrodescendentes” com o tema “Afrodescendente reconhecimento, justiça e desenvolvimento” a ser celebrada entre 2015 a 2024. com o objetivo de Reforçar o combate ao Preconceito, a Intolerância, a Xenofobia e o racismo.

O Estado de Minas Gerais, foi a primeira unidade da federação a dar início a essa campanha da ONU. Sendo que um acordo assinado na segunda feira dia 23 de março de 2015 pelo governo de Francisco Pimentel e a ministra Nilma Lino Gomes, da Secretaria de Políticas e de Promoção da Igualdade Racial, ligado a presidência da República Federativa do Brasil.

Ato que ocorreu dois dias após as comemorações do dia Internacional Contra a discriminação Racial. E dá inicio a campanha da década dos afros descendentes.

Esse acordo em Minas Gerais atendem 3.667 escolas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais para a superação deste problema social ou seja o preconceito racial. Numa tentativa de alcançar o tal reconhecimento e a valorização da história e da cultura  dos povos africanos. Na oportunidade o governador Francisco Pimentel ressaltou a estatística dos 80% dos assassinatos de jovens atingem  justamente o jovem negro. E para isto temos hoje a Anistia Internacional fazendo exatamente uma campanha neste sentido.

Essa proposta mineira contempla 2,15 milhões de alunos da Escola Pública estadual de Minas Gerais, que está trabalhando para diagnosticar e identificar nas relações étnico-racial e a cultura afro brasileiro e africano e o tratamento nas escolas.
Desta forma cumpre-se os direitos humanos de jovens, crianças, com um currículo anti-discriminatórios, anti-racistas nos programas de direitos humanos escolares para desenvolverem e melhorarem o material didático, conforme ficou estabelecida em 2001 na conferencia Internacional contra o racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Racial, conforme a declaração de Durban- África do Sul.
São essas ações e outras que poderão por fim ao processo de Discriminação, preconceitos, xenofobia, e o próprio racismo.


Leia a matéria completa em: Artigo - Campanha de Enfrentamento do Racismo no Brasil - Geledés

 

 

Sucessão em Empresas Familiares

empresa-familiar-segredos.jpg Na última segunda, dia 02 de março de 2015, foi realizado um Bate-papo via hangout sobre Sucessão em Empresas Familiares, um tema atual e relevante, dado o expressivo crescimento das empresas com esta característica no Brasil, conforme pesquisa realizada pela Consultoria PricewaterhouseCoopers.

Participaram da conversa os Professores Luis Augusto Lobão, especialista em Gestão da Qualidade e Diretor da HSM Educação Executiva e o Economista e Consultor em Sucessão Familiar Felix Theiss, membro do Conselho da Associação Comercial Industrial de Blumenau-SC. Foram discutidos temas como Plano de sucessão, características essenciais do líder da empresa familiar e os desafios para a nova geração. Algumas perguntas abordadas no hangout foram:

 

Como provocar essa iniciativa de sucessão nos filhos/herdeiros?

Há uma omissão no próprio ambiente familiar, mas também nas universidades e faculdades. Os pais precisam preparar os filhos ainda jovens, ajudando-os a desenvolver habilidades de liderança, gestão de pessoas, estratégias, foco no cliente e outros temas. Segundo Felix, é necessário que haja uma troca de pontos de vista entre famílias de empresários, com a participação dos filhos. Além disso, no período da formação superior dos jovens sucessores é indicado que façam um estágio em uma empresa que não seja da família e que tenha um modelo de gestão inovador. Essa experiência pode trabalhar no jovem o senso de responsabilidade, cumprimento de horários e metas.

O consultor destacou ainda que nas empresas familiares existem três aspectos fundamentais a serem trabalhados: o processo de gestão, o interesse da família e a paixão pelo negócio.

 

Como convencer os fundadores a tomar ações que sejam voltadas a sair do estágio de empresa familiar para uma família empresária?

A família não deve ocupar todos os cargos da empresa. Ela deve aproveitar bons profissionais e dar boas perspectivas de crescimento aos bons profissionais que atuam na organização. Se apenas os filhos ocupam os cargos de direção e gestão da empresa, há uma dificuldade para reter talentos. Os fundadores também não devem exigir que os filhos sejam iguais a si. Os filhos precisam aprender com os próprios erros e os fundadores não devem aguardar que eles estejam perfeitos ou prontos, para só então realizar o processo de sucessão. O pai, por sua vez, não deve forçar os filhos por meio de contestação, corte de mesada e é preciso muita habilidade para compreender os anseios dos filhos, antes de se chegar ao conflito. O mais latente num processo de sucessão é o conflito. O consultor deve observar a particularidade de cada filho e mediar esses conflitos, para identificar quem tem paixão pela empresa.

 

Qual o perfil do líder para a empresa familiar, seja ele da família ou um outro profissional?

A condição básica é o serviço à empresa. O coração e o cérebro de uma empresa são as pessoas. Na empresa a racionalidade deve muitas vezes imperar sobre as emoções. O empresário deve aprender a ouvir, abrindo mão das emoções. O que falta é o esforço de olhar nos olhos e saber ouvir os filhos. Estes, por sua vez, devem abrir mão de achar que sabem tudo e aprender a colher a experiência dos pais. O diálogo é fundamental e precisa de respeito de ambas as partes.

 

Felix encerrou o encontro afirmando "Uma empresa nasceu para se perpetuar, ela é uma componente de sonhos e de amor. Os herdeiros devem trabalhar para conduzir o negócio a essa meta".

 

Dica de leitura GERSICK, Kelin E.; THEISS, Felix; at all. De geração para geração: os ciclos de vida das empresas familiares. Editora Elsevier, 2006.

Resiliência profissional

Antigamente, era fácil encontrar pessoas que trabalhavam há vinte, trinta anos na mesma empresa – em alguns casos, com o mesmo chefe durante todo esse tempo! O cenário atual é, no mínimo, muito diferente.

As empresas oferecem pressão e metas cada vez mais apertadas, e dessa forma o profissional precisa saber lidar com adversidades o tempo todo. Além disso, com o dinamismo atual do mercado e situações mudando cada vez mais rápido, o indivíduo precisa ser ágil e focado nas soluções, ao invés de lamentar os problemas.

Hoje em dia, uma das características comportamentais mais valorizadas nas empresas é a resiliência profissional. Gosto de definir um profissional resiliente como alguém que não foca no problema, mas sim na solução. Ou seja, alguém com um bom equilíbrio emocional.

Isso significa lidar com situações difíceis e desafiadoras de maneira mais produtiva que outros profissionais. Imagine uma situação de troca de chefe, por exemplo. Esse novo gestor traz com ele inúmeras mudanças e projetos novos. Muitos profissionais seriam resistentes e negativos, dificultando o andamento dos processos. Já os profissionais resilientes seriam mais flexíveis, aceitando com maior facilidade as novidades propostas.

Situações imprevistas também dão dor de cabeça em muita gente. De última hora, o computador trava e você perde o seu trabalho, o carro apresenta problemas mecânicos na ida para a reunião ou o terno da palestra fica manchado de vinho alguns minutos antes da apresentação. Alguns perdem a cabeça. Ficam estressados, lamentando o azar dos acontecimentos. Outros esperam para se lamentar depois. São positivos em relação ao problema e procuram encontrar a melhor solução, com maior tranquilidade e assertividade. Essas são as pessoas realmente resilientes.

É claro que resiliência não significa sangue frio. Profissionais resilientes também se abalam em situações difíceis, porém mantêm o equilíbrio emocional para encontrar a solução. Afinal, de nada adianta reclamar dos infortúnios, isso não corrige e só atrasa a correção do problema.

Como se tornar um profissional resiliente

Resiliência é uma característica pessoal, que depende muito da personalidade de cada um e de sua criação, desde seus primeiros anos de vida. No entanto, é possível desenvolver a resiliência para se tornar um profissional mais flexível e equilibrado em situações de crise.

Um dos pontos principais é, como sempre, autoconhecimento. Reconhecer suas limitações e pontos fortes é essencial para aprimorar e desenvolver características comportamentais.

Outro aspecto importante é ter um ou mais pontos de equilíbrio fora do trabalho. Pessoas que vivem pelo trabalho e não têm nenhum “refúgio“ em casa, por exemplo, tendem a reagir mal com imprevistos e desafios. Ou seja, quem prioriza apenas o trabalho, num momento de crise encara a situação num grau elevadíssimo de preocupação. Por outro lado, quem tem outras prioridades, como família e outros compromissos, tende a não desperdiçar todas as suas energias no ambiente de trabalho, apresentando, teoricamente, maior resiliência.

Além disso, é sempre bom que o profissional tenha bom relacionamento interpessoal. Isso acontece pois, ao enfrentar dificuldades, a tendência é que ele procure ajuda com seus colegas. Pode parecer inacreditável, mas muitas pessoas são resistentes a pedir ajuda de terceiros, tentando resolver sozinhas os seus problemas. No entanto, como dizem por aí, ‘’duas cabeças pensam melhor que uma.”


Fonte: Ernt Entschev/ Fundador da De Bernt Entschev Human

 



10 dicas para seu tempo render

10 dicas para seu tempo render

 

A falta de tempo é um problema crônico e motivo de muitas queixas no mundo corportativo. 

 

Profissionais de todos os segmentos e de escalões, de alto a baixo, lamentam não ter mais tempo para realizar todas as tarefas do dia, inclusive as pessoais.

 

Segundo o consultor empresarial Maurício Seriacopi, a síndrome da falta de tempo cada vez mais se faz percebida pelos profissionais em função da exigência cada vez maior por metas e resultados e também pela velocidade da informação. 

 

“A tendência é que a pressão por desempenho e o bombardeio de informações cresça sempre mais. Portanto, não adianta reclamar da falta de tempo. O importante é saber como administrá-lo. Enquanto a maioria vive correndo atrás de tempo, os profissionais bem-sucedidos correm a favor e aprenderam como controlá-lo”, explica Seriacopi.

 

Na opinião do especialista, o uso inadequado das ferramentas de comunicação, como, por exemplo, o email, força o profissional a realizar diversas tarefas simultaneamente, aumentando assim o seu desgaste e a probabilidade de erros e, consequentemente, retrabalhos. “Quanto mais desorganizada, mais a pessoa tende a desperdiçar o tempo. E em tempos onde ele anda escasso, qualquer desperdício faz muita diferença”, lembra o consultor.

 

Para quem deseja fugir dessa ciranda, há algumas atitudes práticas que podem ajudar a administrar melhor o tempo, segundo Maurício Seriacopi. Confira as dicas:

 

10 dicas para seu tempo render

 

01. Altere a configuração do seu programa de email para que as mensagens sejam baixadas em maior tempo. Por exemplo, a cada 30 minutos. Essa medida evita que, cada vez que você receba uma mensagem, pare o que está fazendo para ler o e-mail.

 

02. Contenha-se a não abrir programas de comunicação ou sites que possam interromper suas atividades ou gerar dispersão.

 

03. Utilize o tempo de espera em uma recepção para ler um bom livro para seu lazer ou uma literatura específica que contribua com seu desenvolvimento profissional.

 

04. Mantenha sempre próximo e com fácil acesso, um bloco e caneta, ou equipamento com esse recurso, para anotações de insights, lembretes de atividades e compromissos.

 

04. Durante deslocamentos, seja dirigindo ou em transporte coletivo, faça uso de recursos auditivos para aprimorar seu idioma ou ouvir um audiobook sobre um assunto que tenha interessa.

 

06. Se você tem uma certa compulsão em ficar navegando na internet, especialmente nas redes sociais além do tempo, desconecte a fonte de energia do seu notebook e assim, quando terminar a carga da bateria, automaticamente você irá parar.

 

07. É necessário, principalmente no mundo corporativo, estar cercado de pessoas competentes e comprometidas. Ter bons pares ou boa equipe de trabalho, permite compartilhar e delegar mais as tarefas e propicia a possibilidade de fazer outras coisas, inclusive voltadas ao cuidado com sua saúde ou aprimoramento profissional.

 

08. Nenhuma ferramenta te ajudará se você não definir onde quer chegar. O planejamento é a arma mais importante para quem quer se organizar. Portanto, prepare-se!

 

09. Tentar abraçar o mundo pode ser tentador, mas para alcançar resultados satisfatórios sem se matar de trabalhar, é preciso escolher com inteligência e racionalidade. Tenha foco e faça uma coisa de cada vez.

 

10. Resolva os problemas até o fim. Jamais esqueça que, direta ou indiratemante, pessoas dependem de você. Se referência e mostre-se organizado e com disposição. Disciplina é fundamental.


Fonte: http://www.operativa.com.br/noticias_int.php?id_noticia=590

MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

MUDANÇA NOS VALORES DO TRABALHO E A MOTIVAÇÃO Por Maria Inês Felippe A motivação ainda é um grande desafio para as empresas, e cada vez mais deve ser preocupação, pois é o combustível que nos faz funcionar. Por meio da motivação há melhoria nos processos internos, dos produtos, envolvimento e comprometimento.


Quando a empresa realiza uma pesquisa de satisfação, é visível que a produtividade aumenta, quando as pessoas são motivadas de forma particular, através do desenvolvimento de suas capacidades, do reconhecimento dos objetivos, das tarefas e de seu valor, tanto por parte da chefia como pelo grupo que pertence.


Não esquecendo da recompensa através do seu salário, premiações, entre outras coisas etc.


O valor do trabalho passa por diversas transformações e sofre quebra de vários paradigmas. Como a Psicologia é uma área de conhecimento que há muito tempo compreender e explicar o comportamento humano, bem como suas motivações, favorecerá um pano de fundo das teorias motivacionais, pois já estamos tratando de mudança nos valores do trabalho.


Anteriormente era possível de realização pessoal bem como reconhecimento, o trabalho, tem representado nos dias de hoje nada mais do que meio de sobrevivência e de segurança, já que podemos identificar um grande número de pessoas insatisfeitas com o seu trabalho, como também muitas trabalham sem vínculo empregatício.


Pode-se dizer ainda que o envolvimento das pessoas com seu trabalho tem diminuído com o passar do tempo bem como as motivações das pessoas para com ele.


Antigamente, vivíamos num contexto diferente, onde as pessoas dedicavam-se de corpo e alma ao trabalho e estavam dispostos a encarar desafios.Com o passar do tempo, houve uma mudança. Um os aspectos críticos da motivação é a redução ou o excesso na jornada de trabalho levando a uma saturação psicológica do trabalhador como também a instabilidade social, política econômica que o país tem passado, provocando também instabilidade nos negócios e conseqüentemente no trabalho.


O valor do trabalho está perdendo espaço e dando caminho para algumas discussões se o trabalho ainda é uma fonte motivacional desde o trabalho mais repetitivo até o mais criativo.


O trabalho deixou de ser fonte de satisfação e qualidade de vida passando a exercer o papel de meio de sobrevivência e de esperança.


A crise da qual estamos ratando, trata-se de uma crise de valores, passível de julgamento e questionamentos.Tratando-se de um fato novo, ou de uma discussão mais atual, torna-se difícil encontrar índices objetivos do declínio de tal motivação para o trabalho.


Leboyer (1994) diz que isso acontece por duas razões: " primeiro, os indicadores de produtividade, de qualidade e de absenteísmo são determinados por alguns fatores. Segundo, alguns destes indicadores são altamente confidenciais".


Um dos indicadores merecedor de destaque para a desmotivação ao trabalho é a diminuição da jornada de trabalho.


Esta redução da duração total da jornada de trabalho pode ser tanto atribuída a crise das motivações quanto ao desejo dos trabalhadores em passar menos horas na fábrica ou nos escritórios.


As questões referentes às motivações representam há muito tempo grande parte das preocupações de psicólogos, e as motivações para o trabalho tornaram-se objeto de análise como contraponto às representações que Taylor fazia do homem.


Reconhecendo a importância do elemento humano nas organizações, alguns teóricos tentam desenvolver um quadro de referência para auxiliar os administradores a entender o comportamento e leva-los não só a determinar os porquês do comportamento passado como também até certo ponto, a prever modificar e até controlar o comportamento futuro.


O comportamento humano orienta-se basicamente para a consecução de objetivo, ou pelo desejo de alcançar objetivo, mas nem sempre as pessoas tem consciência dos seus objetivos, e nem sempre nossa mente vê conscientemente a razão das nossas ações. Os impulsos que determinam nossos padrões comportamentais, a personalidade é em grande parte subconscientes, onde Sigmund Freud foi um dos primeiros a reconhecer a importância da motivação subconsciente ( HERSEY E BLANCHARD, 1986).


Segundo Hersey e Blanchard ( 1986), a unidade básica do comportamento é a atividade, porque todo comportamento compõe-se de uma série de atividade.Como seres humanos, estamos sempre fazendo alguma coisa: andando,m conversando, comendo, dormindo, trabalhando, etc. Em muitos casos realizamos mais de uma atividade simultaneamente- por exemplo, conversar e dirigir o automóvel.A qualquer momento podemos decidir passar de uma atividade ou conjunto de atividades pra outra. Isso leva algumas questões interessantes.Porque as pessoas se envolvem em certas atividades, e não em outras? Porque mudam de atividades? Para tanto, precisamos saber que motivos ou necessidades das pessoas originam determinada ação em dado momento.


Os serem humanos são diferente uns dos outros não só em termos de capacidade para execução de determinadas tarefas, mas também pela sua vontade de fazer as coisas.


A motivação depende da intensidade dos seus motivos e estes podem ser definidos como necessidade, desejo, ou impulsos oriundos e dirigidos para objetivos, que podem ser consciente ou inconsciente.


Hersey e Blanchard (1986) os objetivos está fora da pessoa e 'às vezes são chamados de "recompensa esperada", para as quais se dirigem os motivos.


Os motivos ou necessidades são razões subjacentes ao comportamento humano e todas as pessoas têm centenas de necessidade e todas estas competem pelo seu comportamento. O que determinará a escolha do motivo que a pessoa tenderá satisfazer. "Será a necessidade mais intensa em determinado momento, e as necessidades satisfeitas podem a intensidade e normalmente deixam de motivar as pessoas a procurar objetivos para satisfaze-las".


Esses fatores dinâmicos, ao entrarem em ação, envolvem a personalidade como um todo, isto é, colocam em atividade a inteligência, as emoções, os instintos, as experiências vividas e os dados já incorporados ao psiquismo.


Basicamente a pessoa não consegue ir em frente se não for movido. O " motivo" é um estímulo que impulsiona para o comportamento especifico, estímulo este podendo ser interno ou externo.


O interno é as necessidades, aptidões, interesses pessoais e os externos são estímulos incentivos que o ambiente oferece.


Motivas significa criar condições para que os funcionários trabalhem mais e melhor em benefício da organização.


Cabe ressaltar: Cada pessoa deve ser motivada de forma diferente, pois cada qual tem necessidades e emoções distintas. O homem é um ser insaciável, uma vez satisfeita uma necessidade, automaticamente surgirá outras, por isso, é importante que a empresa diversifique os benefícios, adequando-os de acordo com as necessidades dos funcionários. Hoje o desafio dos gestores é motivar as pessoas a crescerem, juntamente com a organização. Caso isso não aconteça, o caos estará instalado.


Os fatores motivacionais envolvem sentimentos de crescimento individual de reconhecimento profissional e as necessidades de auto realização.


Não adianta somente oferecer panacéias de benefícios no final do ano, como churrascos, cestas de natal ou outros benefícios. Com esses recursos, o processo motivacional funcionará somente por um curto período.


É preciso pensar no que o funcionário gostaria de ganhar e não o que a empresa gostaria de dar, hoje. Trabalha-se com benefícios flexíveis, ou cotas de benefícios.

 

A empresa disponibiliza uma relação de benefícios classificados como obrigatórios e outros opcionais e o Funcionário poderá escolher o que mais lhe interessar.


Para que a motivação funcione é preciso que o funcionário esteja, também, disposto se motivar, vontade. De trabalhar, principalmente que goste do que faz. O papel da empresa nesse processo é o de propiciar condições e incentivos.


A formação de líderes e a estimulação da criatividade também são aspectos importantes para as organizações. Assim, é necessário dar liberdade para o funcionário criar novas formas de trabalho, produtos e serviços, proporcionando o comprometimento com a empresa.


O medo de errar e da punição é predominante na maioria dos cenários das organizações. É importante lembrar que o indivíduo criativo é regido pela auto realização, está atento a tudo o que acontece. Além disso, busca desafios, cria o novo, busca soluções criativas para os problemas, tornando-se motivante e auto motivador.


O desafio ao uso da criatividade no trabalho leva à motivação, favorecendo a participação ativa. Quando Se bloquear a inteligência criativa há o desinteresse de participar, opinar e envolver-se mais e mais.


Muitas pessoas me perguntam, Maria Inês você faz palestras motivacionais, digo não, porque palestras motivacionais focalizam o efeito e não a causa da desmotivação. Pergunto para a mesma pessoa: Quais são os comportamentos que as pessoas apresentam que você identifica como desmotivação, pois bem são nesses comportamentos que trabalho, além do comportamento trabalho nas causas que levam a desmotivação. Na sua grande maioria estão nas políticas de recursos humanos ou na cultura da organização. Sem trabalhar estas questões é o mesmo que passar um verniz encima de uma ferrugem, pense nisso. Mas lá vão algumas dicas:


Motivando por metas Estabeleça metas claras e atingíveis. Pouco adianta uma meta inatingível, ou facilmente atingível, no lugar de incentivar gera frustração, elas deverão ser desafiadora;


Divulgue a todos- Estabeleça a regra do jogo para todos , não importa quantas pessoas participam do programa, e possibilite meios de atingir as metas. Estimule a criação de slogans, campanhas, etc.


Propicie condições físicas, tecnológicas, materiais e psicológicas para a conquista;


Envolva-Há metas que abrange somente um departamento, outras vários, ou até a empresa toda;


Propicie um clima interno de incentivo- Por intermédio de quadro de aviso, intranet, lembretes, exemplos: se o primeiro classificado for ganhar uma viajem para uma cidade de praia, poderão colocar fotos da praia, pessoas se divertindo, no quadro, música do lugar, bonés do local, etc;


Distribua prêmios adequadamente- Saiba que existem pessoas que possibilitaram para que outros atinjam a meta, pois há trabalhadores que não são notados: ex. auxiliares, secretárias, etc;


Comemore - Formalize o acontecimento através de um jantar, uma festa, reunião comemorativa, etc, guarde surpresa quanto aos primeiros ganhadores.

 

BIBLIOGRAFIA: 

 

HERSEY, Paul & Blanchard, Kenneth H. 1986. Psicologia para Administradores.São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária.

 

LEBOYER, Claude Levy.1994. A crise das motivações. São Paulo, Atlas.

 

Revista Gestão Plus n. 18 - Ano Janeiro/fevereiro 2001- O desafios da Motivação - Maria Inês Felippe, pág 18 e 19.

 

Maria Inês Felippe: Palestrante, Psicóloga, Especialista em Adm. de Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento do Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela - Espanha.

SEGREDOS QUE O RH NÃO IRÁ LHE CONTAR

Ah, os profissionais de recursos humanos inescrutáveis – conhecidos como especialistas em RH, coordenadores de RH, ou apenas as “pessoas lá de cima”. Eles sabem quem tem sido malcriado ou gentil. E os funcionários brasileiros – desesperados para se manterem em seus empregos – sabem que devem ter cuidado. Pedimos a 15 profissionais de RH que nos contassem o que realmente acontece por trás das portas do Brasil corporativo. Se você usar essas dicas para se manter no emprego ou conseguir um, verá que todos esses profissionais acabam se mostrando humanos – e talentosos.

 

Contratação e Currículo

 

“Em geral, a carta de apresentação não é lida. As informações importantes estão no currículo” Daniela Ribeiro, gerente da Divisão de Engenharia da Robert Half, multinacional de recrutamento, SP

 

“Não faça do seu currículo um testamento. Tente mantê-lo com uma página e uma folha de referências. Se não tiver espaço para toda a informação, não reduza o tamanho da letra. Isso só irá fazer com que o empregador perca o interesse em ler.” Site net-empregos.com

 

“Hoje o computador lê os currículos e classifica todos os dados a partir de palavras-chave. Quanto mais o candidato disponibilizar informações corretas a respeito de si e elas coincidirem com a descrição do emprego, mais chances terá de ser chamado.” Jorge Mattos, presidente da ETALENT

 

A Entrevista

 

“Se você é um candidato e o entrevistador gosta de falar muito, entre na conversa, mostre estar em sintonia com ele. Você vai mostrar que é um ótimo ouvinte.” Daniela Ribeiro, gerente da Divisão de Engenharia da Robert Half, multinacional de recrutamento, SP

 

“Jamais – eu disse jamais – deprecie as empresas ou as pessoas com quem já trabalhou. Manter uma postura ética é vital par ao sucesso. Se o motivo da saída foi delicado ou espinhoso, diga apenas que saiu por possuir idéias distintas. Caso ainda esteja trabalhando, diga que quer crescer profissionalmente.” Thiago Dantas, no site blog.manager.com.br

 

“Celular tocar numa entrevista é fatal. Não basta colocar no modo silencioso. Tem de estar dês-li-ga-do!” Edson Rodriguez, em Conseguindo resultados através de pessoas

 

“Quando o entrevistador chegar, levante-se, olhe diretamente nos olhos dele e o cumprimente com um firme aperto de mão. Entrevistadores odeiam apertos de mão ‘moles’ e fracos. Muitos candidatos são excluídos nesse momento.” Roberto Caldeira

 

“É péssimo chegar a uma entrevista e mostra desconhecimento sobre a empresa. Demonstra descaso. Eu já desconsiderei vários candidatos por conta disso.” Jorge Matos

 

“Se foi demitido, só conte se for perguntado. Diga apenas que foi uma reformulação. Eu não vou ligar para o RH. E quando me ligam, dificilmente digo que o empregado faltava. É muito difícil chegarem as referências.” Jaqueline Silveira Mascarenhas

 

“Saiba como pronunciar um nome e não troque o nome do entrevistador. Nosso nome é o que soa melhor aos nossos ouvidos.” Daniella Ribeiro

 

“Dê respostas curtas. Um minuto cada uma, no máximo. Se o entrevistador quiser saber mais, vai perguntar. Muita gente se perde quando o entrevistador diz: ‘Fale um pouco sobre si mesmo.’ E o candidato começa pelo dia em que mãe engravidou.” Max Gehringer, em Emprego de A a Z

 

“É preciso conhecer a cultura da empresa. Se ela for formal, vista-se dessa maneira e trate o entrevistador com formalidade. Mas se for informal, tente demonstrar descontração. É sempre bom se preparar, ver o site da empresa, ver se conhece alguém que trabalha lá e descobrir o jeitão de quem vai entrevistar você.” Silvio Celestino, sócio da Alliance Coaching

 

“Se você não se dava bem com seu chefe, não dê o telefone dele como referência. Em vez disso, dê o telefone de um colega de trabalho. Não faça inimigos ao sair, deixe as portas sempre abertas.” Edson Rodriguez

 

As perguntas favoritas

 

O pessoal de RH deixou de lado perguntas como “qual o seu ponto fraco?”. Hoje, preferem indagações com base no comportamento e lhe pedem para descrever como você lida com situações específicas. Eis algumas das perguntas favoritas:

 

Por que devo contratar você; como você pode contribuir para a empresa?

 

Onde você se vê daqui a cinco anos caso venha a trabalhar aqui?

 

Como construiu sua trajetória profissional e que resultados alcançou?

 

Qual a sua relação com o dinheiro?

 

Conte uma experiência em que teve de liderar um grupo de pessoas.

 

De quais atividades de aperfeiçoamento você participou, fora do local de trabalho, ao longo do último ano?

 

Conte uma negociação (ou tarefa) complexa que tenha feito.

 

Por que você fez diferença na empresa onde trabalhou?

 

Você trabalha bem sob pressão?

 

Tente me vender este copo.

 

Você poderia me gerenciar?

 

Histórias Horrorosas

 

“No meio da entrevista, o celular do candidato tocou. O candidato parou de falar e olhou para o entrevistador. E o entrevistador olhou para ele. E o celular ali, tocando. Bastava desligar o celular. Mas o candidato, como que impelido por uma força sobrenatural e fora de seu controle, atendeu a ligação, e perdeu a vaga.” Max Gehringer, em Emprego de A a Z

 

“A mãe veio no lugar do entrevistado, trazendo o currículo. ‘Meu filho está gripado. Pode perguntar o que quiser que eu respondo.’ O processo seletivo terminou ali.” Jaqueline Silveira Mascarenhas

 

“O perfume da candidata era tão forte que nosso entrevistador teve de deixar a porta aberta” Ana Sílvia Sanseverino

 

“Era uma dinâmica de grupo para uma empresa de telefonia. Na hora de falar, o candidato trocou o nome da empresa pelo da concorrente.” Jorge Matos

 

“É comum namorados e maridos que acompanham as companheiras para a entrevista, avaliam o lugar de cima a baixo, checam o chefe, o ambiente e possíveis riscos que ela possa correr. Em grande capitais, isso pesa negativamente. Espera-se que haja um mínimo de independência em um profissional.” Roberto Caldeira

 

Dispensado, demitido

 

“Se você começa a ser excluído de decisões, trabalhos e reuniões, é porque está sendo ‘fritado’. E o terrível é que, quando o processo de fritura começa, já não há muito a fazer. Você está prestes a ser demitido.” Edson Rodriguez

 

“Quando uma empresa não está disposta a ouvir o feedback, você só estará comprando briga. Se está disposto, vá em frente. Mas antes decida se quer brigar ou não.” Jorge Matos

 

Nós desconfiamos de você, você desconfia de nós

 

“Há pessoas que usam o e-mail para buscar outro emprego ou passar informações. E-mail é ferramenta da empresa, e ela vai acompanhar como ele é usado. Legalmente, a empresa pode adotar esse procedimento.” Jaqueline Silveira Mascarenhas

 

“Faltas por doença seguem uma média. Aqueles que exageram e reincidem nas faltas acabam levantando suspeitas. Neste caso, a empresa pode solicitar exames em um médico de confiança ou ligar para o médico para verificar se o atestado é verdadeiro.” Roberto Caldeira

 

Detalhes sujos

 

“Nas entrevistas para uma empresa em que já trabalhei, notamos que alguns candidatos tinham problemas com a higiene pessoal. Optamos por dar um kit com pente, sabonete, escova de dentes e desodorante. Foi uma forma de dizer as normas da empresa.” Jaqueline Silveira Mascarenhas

 

“A falta de comunicação assertiva gera desentendimentos. Um funcionário antigo com excesso de trabalho fica zangado porque um funcionário novo não oferece ajuda. O funcionário novo fica aborrecido porque acha que o antigo não confia nele pois, mesmo sobrecarregado, não pede ajuda.” Roberto Caldeira

 

Bla, bla, bla

 

“Se a empresa pede ao funcionário para viajar e ele não aceita, isso pode significar o fim do emprego. É melhor ativar sua rede de contatos depois disso.” Roni Chittoni

 

“Quando os funcionários são convocados para um dia ou um fim de semana de treinamento, à ‘boca miúda’ se escuta: ‘De novo?’, ‘É tudo a mesma coisa’. Os comentários ocorrem porque as empresas não modernizam os treinamentos.” Eugênio S. Queiroz, no site rh.com.br

 

 

Fonte: Revista Seleções – Agosto de 2011

ECONOMIA COMPORTAMENTAL

 

Tendemos a comprar mais quando a loja só permite pagar com cartão. E as vendas de um produto crescem com promoções tipo “leve 4 por R$ 2”, sendo que cada unidade custaria mesmo R$ 0,50. Pois é, se fôssemos sempre lógicos, como explicar levantamentos mostrando que a bolsa tende a subir em dias ensolarados e a cair quando o país é eliminado da Copa do Mundo? (Sim, essas pesquisas feitas por professores da Universidade da Califórnia e da Pensilvânia).

 

Caminhos irracionais de consumo como esses são objeto de estudo da economia comportamental. Em vez analisar taxas e índices financeiros, ela usa experimentos de psicólogos para entender como decidimos. “A economia tradicional afirma que as pessoas fazem escolhas depois de analisar as possibilidades racionalmente. Mas estudos mostram que, em alguns casos, tomamos decisões intuitivamente”, diz o psicólogo Thomas Gilovich, um dos principais nomes da pesquisa na área.

Eis aí o dez caminhos irracionais de consumo:

 

1. Conto do “leve 4”

 

  

Supermercados são diplomados na arte de nos fazer comprar mais do que precisamos. Uma série de estudos realizada de 1998 a 2009 nos EUA mostra que um cartaz de “leve 4 por US$ 2” faz com que o mesmo produto venda 32% do que quando anunciado por “US$ 0,50 cada” – o que dá na mesma. “Associar um número de produtos ao preço funciona com consumidores indecisos”, diz o Ph.D. em marketing Brian Wansink, responsável pelos estudos. O fato de a loja estabelecer um limite de compra (“máximo de 10 unidades por cliente”, por exemplo) também turbina vendas, mesmo sem nenhuma promoção. Quando alguém vai às compras sem ter idéia clara da quantidade, acaba sendo fisgado pela sugestão. Mesmo que não leve 10 produtos, o número, inconscientemente, puxa para cima a avaliação de quantas unidades você precisa. “Usamos pistas ao redor inconscientemente para decidir.” Ruim para o bolso e o meio ambiente – cresce a chance da sua compra estragar sem você ter tocado nela.

 

2. Se os outros fazem, você também vai querer

 

 

O que os outros pensam importa mais do que você imagina. A conformidade, nossa tendência em fazer o que outros estão fazendo, já foi identificada em diversas pesquisas. Sem perceber, mudamos nosso comportamento para nos adequar. Se amigos compraram aparelhos de blu-ray, a tendência é que você também compre, mesmo que no fim só use para assistir a DVDs. Em um experimento de 2007, a cidade de San Marcos, na Califórnia, passou a informar na conta de luz se a pessoa estava consumindo mais ou menos eletricidade que os vizinhos. Quando o consumidor era informado que gastou acima da média, passava a reduzir a despesa. O contrário também aconteceu, e as casas com menor consumo ficaram mais perdulárias que antes. Seguindo a mesma lógica, o estado de Minnesota, EUA, testou, em 1993, mandar uma carta para parte dos contribuintes informando que “93% da população não sonega imposto e entregava a declaração em dia”. O grupo que recebeu o recado passou a cumprir mais com as obrigações do imposto, tentando se adequar à maioria. Anúncios de apartamentos que falam em “90% das unidades vendias” ou de produtos que “mais de 2 milhões já experimentaram” são uma tentativa de se aproveitar desse instinto. Outra são as listas de livros mais vendidos. Estudos mostram que só o fato de um produto estar entre os mais procurados atrai mais consumidores.

 

3. Ganhar bônus

 

  

Lembra quando sua mãe dizia “tudo que é difícil tem mais valor”? por mais estranho que pareça, estudos indicam que dinheiro extra é menos valorizado – e pode prejudicar as finanças. A tendência é gastarmos pequenos bônus, abonos salariais, restituições do imposto de renda e até o 13º salário de uma maneira mais irracional que o salário. Um dos primeiros a mostrar isso foi o professor de economia Michael Landsberger, na Universidade de Haifa, em Israel, que analisou os bônus mensais recebidos por cerca de 300 israelenses como reparação aos danos da Segunda Guerra. No estudo, as pessoas que recebiam um adicional pequeno (menos de 7% do salário), na média, faziam um gasto adicional equivalente ao dobro do bônus. Ou seja, torravam tudo o que recebiam e ainda passavam a se desfazer de outras fontes de renda. “A conclusão é que um dólar de salário aumenta minha riqueza mais do que um dólar de bônus”, diz Landsberger. O que acontece, dizem os psicólogos que se dedicam ao assunto, é que fazemos uma contabilidade mental e rotulamos de “dinheiro fácil” a grana que vem inesperadamente. Por fim, tratamos esse extra com menos cuidado. Na prática, R$ 100 ganhos numa raspadinha não parecem ter o mesmo valor que R$ 100 do nosso salário. Embora, racionalmente, isso não faça nenhum sentido, é bom refazer as contas.

 

4. Armadilhas de marketing

 

  

Uma propaganda não força ninguém a fazer algo que não queira, mas a ciência mostra que nossas decisões de compra são bastante influenciadas pelo marketing. A música ambiente, o perfume da loja, e a disposição dos produtos são pensados para fazer com que consumidores gastem mais. Num levantamento, pesquisadores de Harvard, Yale e Princeton tentaram descobrir que mensagem seria mais eficaz para estimular clientes a tomar empréstimos em um banco. Foram 50 mil cartas, com pequenas diferenças – corte de 5 pontos porcentuais na taxa de juros, chance de concorrer a prêmios. O que deu mais resultado? Colocar, no fim de uma carta para um homem, a foto de uma funcionária bonita. “Há anúncios simples que funcionam imperceptivelmente. Muitos nem sabemos como nos fazem aumentar o interesse”, diz o Ph.D. em psicologia Eldar Sharif, auto do estudo e um dos maiores especialistas do mundo em economia comportamental. Se funciona com empréstimos, imagine com cerveja. Entendeu agora por que quase todas usam gostosonas?

 

5. Com cartão você gasta mais

 

 

Ao contrário do que cantam na propaganda, cosa triste não é usar dinheiro, mas o cartão. Manoj Thomas, Ph.D. em marketing da Universidade de Cornell, nos EUA, mostrou isso numa pesquisa sobre o consumo de mil famílias durante 6 meses. O estudo indica que, ao usar dinheiro de plástico, consumidores tendem a gastar mais. Bem mais. Quando pagaram em espécie, a média para cada compra foi de US$ 38. Com cartão de débito, pulou para US$ 60 e com o de crédito, quase dobrou: US$ 68. Detalhe: os itens comprados a mais quase sempre eram doces, balas e junk food. Outros experimentos confirmam o papel de vilão do cartão. Um deles, conduzido pelo MIT, mostrou que, quando só há a opção de pagar com crédito, tende-se a gastar o dobro do que se desse para usar dinheiro. Os cientistas chamam isso de “contabilidade mental”: inconscientemente, atribuímos uma dor menor ao gasto com cartão, o que nos leva a abrir mais a mão. No fim das contas, bala de troco até que não é tão ruim.

 

6. Quando R$ 1 não vale R$ 1

 

  

Você vai a uma loja comprar um abajur por R$ 100 mas descobre que, na filial a 5 quarteirões, o mesmo abajur está em promoção por R$ 65. Você anda até lá?

Desta vez, você está comprando um conjunto de mesas e cadeiras por R$ 1.775 mas descobre que, a 5 blocos dali, é vendido por R$ 1.740. você anda até lá?

“A maioria responde ‘sim’ na situação 1 e ‘não’ na 2. Acontece que a decisão é a mesma: andar 5 quadras para poupar R$ 35”, diz Gary Belsky, especialista em economia comportamental. O exemplo usado em seus seminários mostra outra tendência da mesma ‘contabilidade mental’ do item anterior. Tratamos a mesma soma de dinheiro como se tivesse valor diferente em compras caras. Por mais que alguém considere um absurdo gastar R$ 1 mil em um aparelho de som para o carro, adicionar esse gasto em um carro novo de R$ 35 mil parece menos doloroso. Outro exemplo é o seguro contra danos para computador na hora da compra. Em que outro momento você pensaria na possibilidade de ir atrás desse seguro?

 

7. Mude demais e perca dinheiro

 

 

O investidor que se informa constantemente sobre ações ou fundos e sempre muda seu portfólio em busca dos que dão mais lucro se sai muito melhor do que aquele paradão, certo? Errado. Em um estudo que virou referência, o professor Ph.D. em contabilidade Ilia Dichev, da Emory University (EUA), mostrou que quem pula de galho em galho acaba levando um belo tombo – e olha que ele foi atrás de dados na bolsa desde 1926. Segundo pesquisas, o grupo que mais muda seus investimentos ganha quase metade da média. E o problema só piorou: “A internet aumentou o número de vendas e reduziu os ganhos. Com pouca informação, as pessoas acham que sabem muito e tendem a fazer mais transações. E piores negócios”, diz o Ph.D. em marketing Frank Yates, da Universidade de Michigan. Para se ter idéia de como isso atrapalha, de 1988 a 2008, os fundos de ações dos EUA tiveram lucro médio de 8,4% ao ano. “Mas os investidores desses fundos ganharam apenas 1,9% por que ficaram entrando e saindo de aplicações da moda”, diz Gary Belsky.

 

8. Não mude nada e também perca dinheiro

 

 

Você já viu no item anterior que em time que está ganhando não se mexe. Mas, quando ele está perdendo de lavada, tem que mudar. O investidor-padrão não faz nenhum dos dois. Após analisar aplicações de 10 mil contas ao longo de 7 anos, pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que as pessoas têm a mania de vender rápido demais quando a aposta está dando lucro e demora muito para se desfazer dela quando está dando prejuízo – na esperança de uma volta por cima. As ações vendidas analisadas, no fim das contas, tiveram um desempenho bem melhor que as mantidas. Ou seja, os investidores bobearam. “Odiamos perder, e usamos uma parte diferente do cérebro quando o mercado vai mal”, sintetiza o especialista em mercado Mebane Faber, um dos primeiros a descobrir o fenômeno. Faber se refere à “aversão à perda”, conceito da economia comportamental que diz que o prejuízo virtual é mais fácil de engolir. “Reconhecemos ganhos rapidamente – faz nos sentirmos espertos. Mas relutamos em reconhecer prejuízos, porque isso traz dor”, diz o americano Meir Statman, autor do livro What Investors Really Want (O que os investidores realmente querem, sem edição em português).

 

9. Seja menos preguiçoso para mudar

 

 

Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. Na verdade, temos uma tendência a superestimar um objeto se ele nos pertence e de subestimar se é do outro. Em um estudo, metade dos estudantes da Universidade de Cornell recebeu canecas da faculdade, a outra metade não. Na média, os com-caneca estimavam que ela custava o dobro do valor chutado por quem não recebeu. Anúncios que oferecem um período de testes ou garantia do seu dinheiro de volta nada mais são do que vendedores aproveitando essa tendência, chamada de viés de status quo. Uma vez que você está com o produto, inconscientemente atribui a ele um valor maior, o que torna improvável que vá devolvê-lo. Isso nos leva a comer bola quando recebemos alguns meses grátis de algum serviço. No automático, nossa tendência é não cancelar e nem mudar nada, mesmo que isso signifique perder dinheiro. Se você já entrou num leilão on line, percebeu que costuma se colocar um preço bem abaixo do real. Estimulando mais gente a dar o lance inicial, aumenta a chance de que o lance final seja maior. “Assim, mais pessoas vão sentir que o produto é seu e terão dificuldade de sair da disputa”, diz Thomas Gilovich, um dos maiores especialistas atuais em economia comportamental.

 

10. Quanto mais opções, menos decisão

 

 

Ao se deparar com muitas opções na hora da compra, é comum que o consumidor se canse e deixe pra lá. Ou que pegue o primeiro produto que vê pela frente, para evitar a fadiga. Num dos estudos pioneiros a mostrar isso, psicólogos perguntaram a estudantes de Princeton o que fariam se quisessem um CD player e vissem um aparelho Sony por US$ 99 (uma barganha em 1992, ano da pesquisa). Dois terços disseram que comprariam na hora e 33% que pesquisariam outros modelos. Outro grupo viu dois aparelhos: um Sony e um Aiwa, por US$ 159 (outro bom negócio). Dar opções, em vez de reduzir, aumentou o número de indecisos: 46% decidiram esperar. Quanto mais opções, mais chance de indecisão – e de perder um bom negócio. Os psicólogos chamam isso de paralisia de decisão. “Empresas estão reduzindo o número de marcas, porque gera confusão no consumidor. Ou ele adia ou simplifica demais a escolha”, afirma Fábio Mariano Borges, professor do núcleo de ciências do consumo da ESPM. Deixar de comprar algo que está anunciado por um bom preço ou levar o primeiro que aparece por preguiça pode ser evitado ao se reduzir a quantidade de produtos analisados. Melhor não ficar lendo centenas de resenhas. “Se parar para ver cada um dos detalhes, não vai fazer uma boa decisão”, diz Fischhoff, da Universidade de Carnegie Mellon.

 

 

Fonte: Revista Galileu - Edição nº 245 de Dezembro de 2011

GESTÃO EM RECURSOS HUMANOS

REVISTA

 

MELHOR Gestão de Pessoas

Publicação oficial da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional). A revista Melhor – Gestão de pessoas leva aos profissionais de recursos humanos informações de qualidade, capaz de antecipar as principais tendências da área. A publicação traz cases, entrevistas com os grandes gurus de RH e reportagens sobre os principais temas que envolvem os gestores do mais importante capital de uma empresa: as pessoas.

http://revistamelhor.com.br/textos/fixos/edicoes-anteriores-219542-1.asp

 

Canal RH em Revista

Disponibiliza o acesso digital das revistas no portal.

http://www.canalrh.com.br/revista/revista_digital.asp

 

Revista Gestão RH

Revista Gestão RH Especial é direcionada aos profissionais de gestão de pessoas e de negócios. Aborda temas da atualidade e de desenvolvimento da gestão de pessoas nas empresas. É uma fonte de pesquisa do mercado de Recursos Humanos.

http://www.gestaoerh.com.br/site/revista-gestao-e-rh/

 

Você RH Digital

http://www.assinemais.com.br/assinemais/prod.asp?p=212

 

Revista Profissional & Negócios

A revista profissional&negócios, editada há 13 anos e considerada referência pelos profissionais de RH, é uma publicação mensal, líder na veiculação de informações sobre o mundo do trabalho com foco em gestão dos Recursos Humano.

http://www.profissionalenegocios.com.br/anteriores/default.asp

 

PERIÓDICO

 

GOVERNET – Boletim Governet de Recursos Humanos

A Editora é responsável pela publicação da Revista Governet - A Revista do Administrador Público, dividida em boletins especializados em Licitações e Contratos; Orçamento e Finanças Públicas; Processo Legislativo; Recursos Humanos; Convênios e Parcerias; e Administração Pública e Gestão Municipal, periódicos que apresentam fonte contínua e atualizada de divulgação.

http://www.governet.com.br/publicacoes.php

 

RAE – Revista de Administração de Empresas

Revista Científica Brasileira – disponibiliza artigos da área de administração. Publicação a cada dois meses. O acervo completo da RAE está disponível para toda comunidade acadêmicocientífica, com acesso gratuito.

http://rae.fgv.br/rae e http://rae.fgv.br/rae/edicoes

 

Cadernos Gestão Pública e Cidadania

Os Cadernos têm como principal objetivo divulgar trabalhos acadêmicos sobre gestão e políticas públicas.
http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/cgpc/index

 

RAC – Revista de Administração Contemporânea

A RAC é uma revista científica que tem como missão contribuir para o entendimento aprofundado da Administração e das Ciências Contábeis mediante a divulgação de trabalhos de pesquisa, análises teóricas, documentos, notas e resenhas bibliográficas que possam subsidiar as atividades acadêmicas e a ação administrativa em organizações públicas e privadas. A RAC teve sua publicação impressa até o ano de 2008, permanecendo a partir de então como uma publicação online.
http://www.anpad.org.br/periodicos/content/frame_base.php?revista=1

 

READ – Revista Eletrônica de Administração

Revista Eletrônica de Administração, criada em 1995 e publicada pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

http://read.adm.ufrgs.br/

 

Revista Marketing Direto

Disponibiliza artigos de marketing online. Vários artigos e informações na área de marketing.
http://abemd.org.br/

 

GESTÃO.Org - Revista Eletrônica de Gestão Organizacional

Periódico do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco - PROPAD/UFPE que visa a divulgação de trabalhos científicos, a disseminação do conhecimento e o debate de idéias sobre gestão organizacional.

http://www.ufpe.br/gestaoorg/index.php/gestao/index

Nova tabela com prazos de afastamento por auxílio doença

O INSS prepara uma nova tabela com mudanças nos prazos para concessão do auxílio-doença. Isso acontece, porque dúvidas sobre os tipos de doenças que permitem a retomada à rotina de trabalho e sobre quanto tempo de repouso é necessário para que o empregado se sinta apto outra vez têm sido fontes de discórdia entre segurados e INSS. Esses conflitos têm enchido as defensorias públicas e escritórios de advocacia.


O aposentado Manoel José de Arruda trabalhou por 15 anos em uma fábrica carregando rolos de tecido e não aguentava mais as dores nas costas, quando o médico da fábrica mandou que ficasse em casa. Por causa da atividade, desenvolveu artrose e escoliose.

Com cinco dias de repouso, Manoel não teria condições de se recuperar dos problemas na coluna. Ele achava que não conseguiria trabalhar nunca mais, só que os peritos do INSS não pensavam assim. O aposentado precisou entrar na Justiça e oito meses depois estava aposentado por invalidez.


Rubenita da Silva Ribeiro passou oito meses atendendo num call center, até que um mal típico de quem atua em telemarketing começou a incomodar: a tenossinovite - conhecida como lesão por esforço repetitivo. Ela passou seis meses recebendo auxílio-doença. Quando ele foi cortado, voltou à empresa, ainda com problemas de saúde, e foi demitida.

A tabela que o INSS está elaborando sobre doenças que provocam afastamento do trabalho tem 9442 itens e um prazo determinado para cada um. A tenossinovite de Rubenita, por exemplo, precisaria ser curada em 15 dias. Depressão em até 120 dias e doenças como câncer, infarto, alzheimer e Parkinson em até seis meses.

 

Profissionais do direito já estão prevendo prejuízo para os trabalhadores, pois uniformiza as doenças para todos, sem considerar as particularidades de cada trabalhador. com isso, o INSS pode conceder a alta médica precipitada, causando grandes transtornos.

 

 

Fonte: Informativo Oficial Semanal de 23 a 27 de abril de 2012 - Dicesar Beches e Advogados Associados

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